Book da vida


26.02.06


"Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas". Livro " O pequeno príncipe" Antonie de S Exupéry.

Dia 24/02 as 3 horas da manhã recebemos um telefonema da esposa do meu sogro que ele tava passando mal. Ele estava com saúde e foi dormi bem, de repente... Ele sentou na cama, se engasgou e... morreu. A cidade que ele morava fica a 80 km de Maceió, fomos até lá, voltamos para Maceió para pegar as crianças e retornamos para o enterro.  Fazia 4 anos que ele tinha casado e morava distante. Já havia comentado aqui que amo meus pais, minha sogra e meu sogro, mas a distancia não ajudou na saudade. Não consegui derramar nenhuma lágrima, só lembrava do livro " O pequeno príncipe " temos cuidar, cultivar, e cativar, coisa que não estava acontecendo mesmo com todo carinho que sentimos por ele e pela esposa dele uma moça com 28 anos de diferença na idade. Eu admiro muito Fabiana (esposa atual do meu sogro), ela cuidava dele como se cuida de uma criança, o amor deles era muito bonito. Sinceramente se eu não acreditasse no amor de duas pessoas com uma diferença de idade tão grande, passei a acreditar porque meu sogro foi muito feliz ao lado da sua donzela.

Por esse motivo não viajamos e passamos o carnaval em casa, a familia que veio de Aracaju ficou conosco, pois nossa casa de praia estava alugada. Aproveitei e visitei todo mundo mesmo aqueles que não deixei nenhun recado. Hoje deixarei um recado carinhoso, pois quero cativa-los, beijos.

" Quem crê em mim, ainda que esteja morto viverá."

Escrito por Denise às 10h03 PM
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18.02.06


Novela mexicana

Hoje acabou um capítulo da novela mexicana na minha vida. Tudo começou assim...

Era uma vez um casal que foi passear na casa de praia um sábado antes do natal. Aproveitou para ir a praia e quando estava dentro do carro, eis que surge uma menina de rua. Toc, toc, toc mim dá um trocado. Descemos  do carro, eu e meu marido, e comecei a falar com ela e caí na besteira de dizer: Não tenho trocado, mas quer ir morar comigo? Prontamente ela disse: SIM, vamos falar com minha mamãe, e eu fui. Pense, que nunca mais tive sossego. Ela era uma pessoa na minha frente ou na frente do meu marido, mas perto dos meus filhos e da minha secretária ela se transformava. Quando mandávamos ela fazer algo ela se escondia, quando tocava o fone ela corria para atender, mas se outra pessoa atendia e eu pedia para falar com ela. ela não atendia e ficava rindo e eu escultando do outro lado da linha. Só queria assistir tv. Comprei caderno e comecei a ensiná-la princípio de educação, pois a mãe tem nove filhos e soltava tudo na rua para pedir. A mãe de Nalva ( nome da dita cuja)ganhou um terreno no " sem terra" e fez uma casa de tijolo muito bacana só faltava as portas e janelas, mas ela já estava vendendo a casa para ir para Mato Grosso imagino para os " sem terra ". De novo?

Eu tinha muita pena de Nalva, pois ela voltaria para rua para pedir e não compreendia porque ela não se acostumou com uma casa que ela poderia ter seu lugar para dormi, comer, estudar e horario para tv, é díficil colocar uma pessoa na nossa casa pensamos que estamos ajudando e de repente parece uma inimiga dentro de casa.

Hoje decidimos leva-la, ela está pensando que depois de carnaval voltará aqui para casa, mas Deus mim livre, nunca mais pensarei em ajudar uma pessoa dessa forma. Existe uma relação de amor e raiva entre eu e Nalva, mas graças a Deus que ela foi embora. Tá com pena? Leva para tua casa.

Escrito por Denise às 10h33 PM
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